23 de fevereiro de 2011

A Flôr Azul

Um dia, ia cheia de pressa para o trabalho e, de repente, um estranho chocou comigo:
- Oh, desculpe, foi a minha reacção.
E ele respondeu:
-Ah, eu é que peço desculpa, ia distraído e simplesmente nem a vi!
Fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, cada um foi para o seu lado. Mais tarde, naquele mesmo dia, eu estava a fazer o jantar e o meu filho parou ao meu lado, tão em silêncio que eu nem me apercebi da sua presença. Quando me virei, apanhei um susto e [...]
dei-lhe uma enorme bronca.
Eu disse aquilo com uma certa rudeza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coraçãozinho partido. Eu nem imaginava o quanto tinha sido dura com ele.
Quando me fui deitar, podia ouvir uma voz interna, calma e doce, a dizer-me:
- Enquanto falavas com um estranho na rua, quanta cortesia! Mas com o teu filho, a criança que amas, nem sequer te preocupas-te com isso! Vai dar uma espreitadela no chão da cozinha, vais lá ver algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para ti. Ele mesmo as apanhou, a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e tu nem viste as lágrimas nos olhos dele.
Nesse momento, senti-me muito pequena. E agora, era o meu coração que derramava lágrimas. Então, fui até à cama dele e ajoelhei-me ao seu lado.
- Acorda filhinho, acorda. Trouxeste flores para mim?
Ele sorriu:
- Eu encontrei-as por baixo de uma árvore. Eu trouxe porque as achei tão bonitas como tu! Eu sabia que irias gostar, especialmente da azul.
Eu disse:
- Filho, eu estou muito triste pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado contigo daquela maneira.
- Ah, mamã, não faz mal, eu amo-te muito!
- Eu também te amo. E adorei as flores, especialmente a azul.

Autor desconhecido

* * *
Reflexão:
Você já parou para pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente substituir-nos numa questão de dias? Os amigos, os conhecidos, as pessoas que sempre encontramos no café ou no elevador com as quais somos simpáticos e educados diariamente, após uns dias não mais lembrarão de nós. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos principalmente, sentirão essa perda para o resto das suas vidas. Nós raramente paramos para pensar nisso. Às vezes, colocamos o nosso esforço em coisas muito menos importantes do que nossa família, do que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos a perder. Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "amo-te", de dizer um "obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós. Ao invés disso, muitas vezes agimos rudemente, e não percebemos o quanto isso magoa os nossos queridos.

REFLICTA UM POUCO SOBRE ESTA HISTÓRIA!

16 de fevereiro de 2011

Velhos

Assusta-me muito,a forma como a sociedade e o governo trata os nossos Velhos.
Recentemente,despertou um alerta assustador sobre a realidade 'disfarçada' da real condição pelo qual os nossos Velhos vivem.
Assusta-me ainda mais que,daqui a umas semanas,uma vez mais,se volte a esquecer dos Velhos,e Eles vão continuar a (sobre)viver entregues a si próprios.
É revoltante!
Os nossos Velhos de hoje,são aqueles que não tiveram infância,porque desde muito cedo lhes foi dado o 'dever' de trabalhar.
Os nossos Velhos de hoje,são os que 'lutaram' para que o nosso Portugal crescesse.
Os nossos Velhos de hoje,são os que abdicaram de si,para 'DAR' aos outros.
São os nossos Velhos de hoje,que em vez de serem RESPEITADOS,tratados com DIGNIDADE e VALORIZADOS pelo quem foram,quer nas suas vidas,quer para com a sociedade,são largados ao puro ABANDONO,DESRESPEITADOS e ESQUECIDOS na sua profunda SOLIDÃO!!
Ser Velho Sr.s governantes,é uma etapa na vida que os Senhores devem de olhar com outros olhos.
Ser Velho Sr.s Sociedade,é uma forma de vida que nenhum de nós deve de abdicar de CUIDAR.
É preciso Mudar as mentalidades de TODOS.
Educar os nossos jovens,que são os Velhos do amanhã,a Valorizar os nossos Velhos de hoje.
ReEducar a sociedade,para que o que é de direito aos nossos Velhos,lhes seja dado sem obrigação,mas como DEVER natural.
Mudar mentalidades,vai ajudar a eliminar a exploração nos lares não Dignos,a reformas mais Justas e ao apoio emocional e social,para eliminar algo que mata os nossos Velhos,a SOLIDÃO!!


A minha Avó,que foi a minha Mãe,faleceu á 10 anos,e recordo esta Velha,a minha Velha,sempre com o seu sorriso natural,apesar de todas as amarguras que a vida lhe reservou.
Trabalhou desde sempre,até ao ultimo ano de vida.
Mas nunca,nunca deixou de dar de si,nem mesmo quando era..Velha,e nunca deixou de sorrir,quando o seu corpo Velho e cansado,já pedia descanso.


Um Velho não tem de ser um 'fardo',um Velho é toda uma vida de sabedoria tão útil a todos nós.
Mudem as vossas Mentalidades,por favor,é URGENTE!!
OBRIGADO!!

15 de fevereiro de 2011

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: teus pais, teus amigos, teus filhos, teus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que tu estás parada.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não esperes que devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que descubram o teu génio, que entendam o teu amor.
Pára de ligar a tua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofreste com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diz a ti mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembra-te de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida.
Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa, sacode a poeira. Deixa de ser quem eras, e transforma-te em quem és. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te:

TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO.

(texto da angel Ivone Pinto)

11 de fevereiro de 2011

Não digas

‎Não digamos 'não', nem 'nunca mais'.
Não digamos 'sempre' ou 'jamais'...
Digamos, simplesmente: 'ainda'! ...
Ainda nos veremos um dia ...
Ainda nos encontraremos na estrada da vida ...
...Ainda encontraremos a pousada,
o afecto almejado, a guarida ...
Ainda haverá tempo de amar,
sem medo, totalmente... infinitamente ...
sem ter medo de pedir, de implorar,
ou chorar ...
Ainda haverá tempo,
para ser feliz novamente ...
Ainda haverá tristeza,
ainda haverá saudade,
ainda haverá primavera,
o sonho, a quimera ...
Ainda haverá alegria,
apesar das cicatrizes ...
Ainda haverá esperança,
porque a vida ainda é criança ...
e amanhã será outro dia !...
Por isso risca o "não" e o "jamais" ou o "nunca"
do teu dicionário...
São palavras apenas de pouca importância...
Diz antes o "sim", o "quero" ou o "posso"...!
Assim marcarás a tua presença no Mundo
e serás feliz...!...

(texto e imagem da Angel Marta Morgado)

Definição

Pediram-me que definisse o "amor",
que o explicasse,
que o resumisse...
Como se isso fosse possível!
Estaria a diminui-lo,
a atenuá-lo,
a abreviar quem ele é e o que é para mim.
Não que para mim seja diferente
do que é para o mundo,
eu é que com ele sou melhor...
Aí sim é que reside a diferença...
Pediram-me o defenisse,
que o esmiuçasse,
que o expusesse...
Se eu sou tu e se tu somos nós,
como poderia eu expor-nos dessa maneira?!
Estaria a cortar-te pedaços,
a desprezar-te os braços,
seria o maior dos embaraços...
Como te posso definir se és tu quem me defines?!
Se és tu que me constróis e embalas,
se és tu que me aumentas as saudades
quando estás ausente
e me diminuis em todas as tuas presenças de tão grandioso que és?!
Pediram-me que te definisse,
que te explicasse,
que te resumisse quando eu própria me resumo a ti,
sem explicação ou definição
senão aquela que exerces em mim,
senão aquela que os meus olhos gritam
quando me olhas e me tocas...!

(Texto e imagem da Angel Marta Morgado)

4 de fevereiro de 2011

"Tudo Passa"

Mais um dia a caminhar devagar,
refaço as energias sentindo o cheiro do mar...
Os respingos das ondas acariciam meu rosto
e o seu alegre bailado ameniza meu desgosto...
Sei que tudo passa nesta vida,
dias de paisagem cinza ou colorida,
onde bordamos tristezas e alegrias,
alinhavando sonhos e fantasias...
Dias felizes guardados para sempre,
nas emoções costuradas na mente
e bordadas num cantinho do coração...
Dias marcados com as linhas da decepção,
que ferem a alma e enfeiam o bordado,
mas são desfeitos com a linha do perdão!
Tudo passa, as feridas cicatrizam
e os bons momentos gravados na tapeçaria
ficam emoldurados tal qual fotografia,
transformando-se em bordados de saudade,
perfumando a alma com gotas de felicidade...!

(Texto da Angel Marta Morgado)